Passeios ao ar livre no Rio de Janeiro: ideias para aproveitar a cidade

O que você vai ver neste post

Melhores passeios ao ar livre no Rio de Janeiro

Talvez eu seja um pouco suspeita pra falar, mas poucas cidades do mundo combinam tão bem praia, montanha, floresta e cartões-postais quanto o Rio. E é justamente por isso que não faltam passeios ao ar livre no Rio de Janeiro: boa parte do que faz a cidade ser tão especial pode ser aproveitada em um mirante, numa trilha, à beira-mar ou em atrações que já viraram símbolos do Brasil.

Neste post, reuni alguns dos meus passeios favoritos pela cidade, misturando clássicos como Cristo Redentor e Pão de Açúcar com parques, praias, caminhadas, mirantes e experiências em meio à natureza. Há opções gratuitas, atrações pagas e também passeios guiados que podem facilitar a logística, dependendo do que você pretende fazer.

Como carioca apaixonada pela minha cidade, eu confesso que adoro poder dividir um pouco desse Rio com quem está chegando pela primeira vez ou voltando pela segunda, terceira, décima. A ideia aqui é essa: te mostrar lugares que eu amo, ajudar a escolher os passeios que fazem mais sentido para o seu roteiro e, de quebra, dividir aquelas dicas práticas que só fazem a gente aproveitar ainda mais a Cidade Maravilhosa.

Cristo Redentor

No alto do Morro do Corcovado, cercado pela Floresta da Tijuca, o Cristo Redentor é um daqueles lugares que ajudam a explicar por que o Rio ganhou o apelido de Cidade Maravilhosa. A estátua, inaugurada em 1931, virou um dos maiores símbolos turísticos do Brasil, mas a experiência vai muito além de chegar aos pés do monumento.

Lá de cima, o Rio se abre em uma vista panorâmica que reúne alguns dos cenários mais famosos da cidade, como a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias da Zona Sul, a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. Mesmo para quem já viu essa imagem incontáveis vezes em fotos, estar no Corcovado e enxergar tudo ao vivo tem outro impacto.

Fica a dica…

Existem diferentes formas de chegar ao Cristo Redentor. As mais conhecidas são o Trem do Corcovado, que parte do Cosme Velho, e as vans oficiais que fazem o acesso ao monumento. Também é possível visitar o Cristo em excursões com transporte incluído. Na hora de escolher, vale considerar principalmente o ponto de onde você vai sair, o tempo disponível e o quanto quer se preocupar com a logística do deslocamento.

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Em 2025, eu visitei o Cristo em uma excursão que combinava Cristo e Pão de Açúcar e achei a logística bem prática. O transporte e os ingressos já estavam resolvidos e, depois da visita ao Corcovado, seguimos direto para a próxima atração, sem precisar organizar deslocamentos por conta própria. No nosso caso, ainda rolou uma parada extra no Mirante Dona Marta, o que deixou o passeio ainda mais completo.

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Pão de Açúcar

Falando em Pão de Açúcar… seria impossível deixá-lo de fora desta lista. A formação rochosa de 396 metros de altura, na Urca, marca a entrada da Baía de Guanabara e compõe um dos cenários mais reconhecíveis do Rio. Mas visitar o Pão de Açúcar é, na prática, uma experiência bem mais ampla do que simplesmente chegar ao topo do morro.

O passeio começa na Praia Vermelha, de onde parte o primeiro bondinho até o Morro da Urca. É ali que se concentra boa parte da estrutura do Parque Bondinho Pão de Açúcar, com restaurantes, lojas, áreas para caminhar e espaços dedicados à história do próprio teleférico. Depois vem a segunda subida, até o Pão de Açúcar propriamente dito, o ponto mais alto do percurso. E é ali que o visual, sem nenhum esforço para ser modesto, rouba a cena de vez.

E aqui entra uma opinião bem pessoal: entre os pontos turísticos mais “badalados” do Rio, esse complexo inteiro, com Morro da Urca, bondinhos e Pão de Açúcar, é o meu preferido. Pra mim, ele funciona quase como uma síntese da cidade: estrutura, movimento e vida urbana convivem lado a lado com uma natureza imponente, quase selvagem. Poucas cidades conseguem reunir tão bem as vantagens de uma grande metrópole com uma presença tão constante da natureza. O Rio é mestre nisso. E o Pão de Açúcar é um dos maiores exemplos.

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Jardim Botânico

Fundado no início do século XIX, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é daqueles lugares que conseguem reunir história, natureza e ciência no mesmo passeio. As famosas aleias de palmeiras-imperiais são o cartão-postal mais conhecido, mas o espaço vai muito além delas: entre jardins, lagos, estufas e áreas de mata, estão coleções com milhares de espécies brasileiras e de outras partes do mundo.

Além de atração turística, o Jardim Botânico continua sendo uma importante instituição de pesquisa e conservação da biodiversidade. E é aí que o passeio ganha uma camada extra: dá para caminhar, fotografar e simplesmente aproveitar o verde, mas também transformar a visita em uma verdadeira aula sobre a flora brasileira (ou, melhor ainda, juntar as duas coisas).

A visita funciona muito bem por conta própria, no seu ritmo, parando onde quiser e escolhendo o que mais chama a atenção. Mas, para quem gosta de entender a fundo a história dos lugares, uma visita guiada pode fazer diferença. Ela ajuda a reconhecer espécies e perceber detalhes que provavelmente passariam despercebidos numa caminhada independente.

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Parque Lage

Logo ali, praticamente vizinho ao Jardim Botânico, o Parque Lage é outra ótima parada ao ar livre para incluir no roteiro. O espaço reúne jardins, mata, grutas, lagos e um dos palacetes mais conhecidos do Rio, aos pés do Corcovado e com o Cristo Redentor compondo o cenário ao fundo.

A história do lugar também ajuda a explicar seu charme: a propriedade passou por diferentes usos ao longo do século XIX e, no século XX, ganhou o palacete que hoje é um dos seus grandes símbolos. Desde 1975, ele abriga a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, importante centro de formação e experimentação artística da cidade.

É um passeio tranquilo, gratuito e fácil de combinar com o Jardim Botânico no mesmo período do dia. Fica um aviso importante para quem estiver indo agora: o Palacete está temporariamente fechado para restauro, assim como o restaurante que funcionava em seu interior. A conclusão das obras está prevista para o início de 2027. Enquanto isso, a área verde do Parque Lage permanece aberta à visitação.

Para informações atualizadas sobre a reabertura do Palacete, consulte o site oficial da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Lagoa Rodrigo de Freitas

Com cerca de 7,5 quilômetros de perímetro, a Lagoa Rodrigo de Freitas é um dos lugares mais gostosos do Rio para caminhar, correr ou pedalar. O percurso passa por áreas de lazer, quadras, quiosques e espaços como o Parque dos Patins, sempre com a água de um lado e as montanhas da Zona Sul compondo o cenário.

Mas você não precisa dar a volta inteira para aproveitar o passeio. Dá para alugar uma bicicleta, fazer uma caminhada curta, andar de pedalinho, parar para tomar uma água de coco ou simplesmente escolher um cantinho para sentar e curtir a vista. É um programa especialmente gostoso no fim da tarde, quando o calor diminui e a luz começa a mudar sobre a Lagoa.

Como fica pertinho do Jardim Botânico e do Parque Lage, também é fácil encaixá-la no mesmo dia dessas atrações. E, se quiser acrescentar um pouco mais de natureza ao passeio, o Parque Natural Municipal da Catacumba (ou, simplesmente, Parque da Catacumba) fica às margens da Lagoa e tem trilhas curtas que levam a mirantes com uma vista linda da região.

Fica a dica…

se você estiver passeando pela Lagoa, vale esticar até o Café da Carol, que fica ali pertinho e funciona, diariamente, até as 20h. O cardápio vai do café da manhã e brunch ao almoço e wine bar, num ambiente superagradável. Meus queridinhos por lá são o pãozão de queijo e o bolo de cenoura com calda de brigadeiro. De comer rezando (& batendo palma ao mesmo tempo).

Pedra do Arpoador

A Pedra do Arpoador é um dos lugares mais clássicos do Rio para assistir ao pôr do sol. Espremida entre Ipanema e Copacabana, ela avança sobre o mar e oferece uma vista linda da orla, do Morro Dois Irmãos e das montanhas ao fundo.

O programa é simples e por isso tão gostoso: subir na pedra, escolher um cantinho e esperar o sol descer. Nos dias de céu aberto, o lugar costuma ficar cheio e, quando o sol finalmente some no horizonte, não é raro a galera aplaudir. Meio cafona? Talvez. Mas eu confesso que adoro.

Se quiser pegar um bom lugar, chegue com antecedência, principalmente em fins de semana, feriados e dias de tempo bonito. E, se estiver passando o dia por Ipanema, fica fácil encaixar o Arpoador no fim da tarde sem grandes deslocamentos.

Pista Cláudio Coutinho e Morro da Urca

No fim da Praia Vermelha, a Pista Cláudio Coutinho acompanha a base do Morro da Urca em um caminho asfaltado entre a mata e o mar. São pouco mais de 1 quilômetro de caminhada leve, com visual bonito praticamente o tempo todo e muito contato com a vegetação.

Como a Praia Vermelha é própria para banho, dá para combinar a caminhada com um mergulho antes ou depois. E, se bater vontade de esticar o passeio, é na própria Pista Cláudio Coutinho que começa a trilha do Morro da Urca. A subida exige mais disposição, mas leva ao primeiro estágio do Bondinho do Pão de Açúcar. Lá em cima, você pode curtir o visual e descer ou seguir de bondinho até o Pão de Açúcar propriamente dito. É um combo que funciona muito bem para quem quer misturar caminhada, praia e uma das vistas mais famosas do Rio no mesmo passeio.

Mureta da Urca

A Mureta da Urca é menos uma atração formal e mais um daqueles programas que fazem parte da vida carioca. O esquema é simples: sentar de frente para a Baía de Guanabara, pedir alguma coisa para beber, beliscar um petisco e ficar ali batendo papo, vendo o tempo passar. Sem restaurante refinado, sem glamour. Só o copinho de cerveja na mão e a mureta de pedra para sentar.

No fim da tarde, o lugar ganha ainda mais graça. O céu vai mudando de cor, o movimento aumenta e a vista para a baía entrega aquele jeitinho de Rio boêmio à beira-mar que mora no imaginário de muita gente. É um programa fácil de combinar com a Praia Vermelha, a Pista Cláudio Coutinho ou o Pão de Açúcar. E esse é, provavelmente, o melhor jeito de aproveitar a Mureta: sem pressa, sem roteiro muito rígido e sem inventar moda. Às vezes, sentar, pedir uma bebida e olhar a paisagem já vale pela viagem todinha.

Pedra Bonita

A Pedra Bonita é uma ótima escolha para quem quer encaixar uma trilha no roteiro sem transformar o passeio numa expedição. Ela fica dentro do Parque Nacional da Tijuca e o acesso ao topo é feito por uma trilha relativamente curta, com subida contínua, mas sem grande dificuldade técnica.

Lá em cima, a recompensa vem em forma de vista: São Conrado, Pedra da Gávea, Morro Dois Irmãos, praias da Zona Sul e Barra aparecem no horizonte, dependendo das condições de visibilidade. É daqueles lugares em que dá vontade de ficar alguns minutos só tentando decidir para que lado olhar primeiro.

A região também é conhecida pela rampa de voo livre, de onde partem asas-deltas e parapentes. E aqui eu falo por experiência própria: se você tiver a chance, vale a pena tomar coragem e encarar um voo duplo. A recompensa é inigualável e difícil de traduzir em palavras. O frio na barriga antes da decolagem é tremendo, mas, assim que os pés saem do chão, parece que ele dá lugar a uma liberdade tão grande que faz o sorriso abrir e os olhos marejarem. O silêncio, o vento no rosto, a sensação de estar flutuando sobre a cidade… pode ser que todo voo seja assim, mas eu tendo a crer que ter o Rio de Janeiro como cenário deixou tudo ainda melhor.

VOE SOBRE O RIO: encare um voo duplo de asa-delta e veja a cidade de uma perspectiva difícil de esquecer.

Praias da Zona Sudoeste

Se eu já sou suspeita para falar do Rio, sou ainda mais quando o assunto é a beleza das praias da Zona Oeste — ou Zona Sudoeste, como a região passou a ser chamada oficialmente. Moro na Barra da Tijuca há quase 20 anos e não fecho os olhos para os problemas do meu bairro. Mas, de verdade, eles ficam meio ofuscados pela areia clara e o verde do mar nos dias de ondas baixas e céu azul.

E quanto mais a gente segue em direção a Grumari, mais selvagem o cenário fica. Pelo caminho aparecem a Reserva, o Recreio, o Pontal, a Macumba, a Prainha, Abricó e, finalmente, Grumari, com trechos de litoral cercados por vegetação e montanhas. As curvas da estrada vão revelando uma paisagem atrás da outra e, mesmo depois de tantos anos morando por aqui, eu ainda não consegui me acostumar com tanta beleza.

É meio fora de mão para quem está hospedado na Zona Sul? É sim, não vamos fingir que não. Mas eu sou do time que acha que vale encarar o deslocamento. Minha dica é vir bem cedo, aproveitar a manhã por aqui e começar o caminho de volta no início da tarde. Além de pegar as praias mais tranquilas, você reduz a chance de transformar o passeio num relacionamento sério com o (terrível) trânsito carioca.

Floresta da Tijuca

A Floresta da Tijuca ocupa uma área enorme dentro do Rio e se espalha por diferentes partes da cidade, alcançando bairros e acessos distintos. Integrada ao Parque Nacional da Tijuca, ela reúne trilhas, mirantes, cachoeiras, estradas sinuosas e uma vegetação tão densa que, em alguns trechos, é fácil esquecer que estamos no meio de uma metrópole.

A história dali também é fascinante. Boa parte da floresta foi reflorestada no século XIX, depois de décadas de desmatamento provocado principalmente pelas plantações de café. O processo transformou a região em um dos exemplos mais emblemáticos de recuperação ambiental do mundo.

Por ser uma área tão extensa, com muitos caminhos e acessos diferentes, eu não recomendo que quem não conhece bem o Rio saia explorando a floresta sozinho. Para trilhas, cachoeiras e pontos menos óbvios, um passeio guiado pode ser uma escolha bem mais segura e ainda acrescentar contexto histórico e ambiental à visita.

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Passeio de barco pela Baía de Guanabara

Conhecer o Rio pela água muda completamente a perspectiva da cidade. E aqui eu falo com conhecimento de causa: passei boa parte da infância e da adolescência velejando pelas águas do Rio, principalmente pela Baía de Guanabara. O veleiro do meu pai era pequeno, um 23 pés, mas conseguiu acumular muito mais histórias e memórias do que o tamanho dele parecia capaz de comportar.

Navegar sob a Ponte Rio-Niterói, contornar as praias da baía pelo lado do Rio e de Niterói ou, quem sabe, esticar o passeio até a bucólica Ilha de Paquetá é uma experiência que eu, como boa carioca da clara, amo e recomendo sem pensar duas vezes. Ver o Rio de dentro da água revela ângulos diferentes dos cartões-postais e, ao mesmo tempo, dá uma dimensão muito melhor da geografia da cidade e da própria baía.

Que tal esticar a viagem e fazer passeios ao ar livre também na vizinha Niterói? Uma opção excelente é conhecer a região das praias oceânicas, especialmente a praia de Itacoatiara. No post Praia de Itacoatiara (Niterói-RJ): o que fazer, como chegar e mais dicas, eu compartilho dicas espertas para a visita a um lugar que eu, particularmente, adoro.

Na hora de reservar, porém, olhe com atenção para o tipo de experiência oferecida. Os passeios podem variar muito no tamanho da embarcação, número de passageiros, trajeto, duração e serviços incluídos a bordo. Há opções mais intimistas, outras voltadas ao pôr do sol, passeios panorâmicos e experiências com propostas bem diferentes entre si. Aqui, mais do que simplesmente escolher “um passeio de barco”, o ideal é encontrar aquele que combina com o jeito que você quer aproveitar a viagem.

NAVEGUE PELO RIO DE JANEIRO: compare diferentes passeios de barco pela Baía de Guanabara e escolha o que mais combina com o tipo de experiência que você quer ter.

Como escolher entre esses passeios ao ar livre no Rio?

Com tantas opções, a melhor escolha depende muito do tipo de passeio que você quer fazer, do tempo disponível e da região da cidade onde pretende circular. Para facilitar, dá para pensar assim:

Se você procura…Considere…
Cartões-postais clássicosCristo Redentor e Pão de Açúcar
Natureza e jardinsJardim Botânico e Parque Lage
Caminhada leveLagoa Rodrigo de Freitas ou Pista Cláudio Coutinho
Trilha com vistaPedra Bonita
Pôr do solPedra do Arpoador ou Mureta da Urca
Praia com cenário mais selvagemPrainha, Grumari e outras praias da Zona Oeste
Mata Atlântica e cachoeirasFloresta da Tijuca
Experiências diferentesVoo livre na Pedra Bonita ou passeio de barco pela Baía de Guanabara
Pouco tempo para os principais cartões-postaisExcursão combinada Cristo Redentor e Pão de Açúcar

Passeios gratuitos ao ar livre no Rio de Janeiro

Uma das melhores coisas sobre passear ao ar livre no Rio é que muita coisa boa não custa nada. Entre as opções desta lista, dá para aproveitar gratuitamente lugares como Parque Lage, Lagoa Rodrigo de Freitas, Pedra do Arpoador, Pista Cláudio Coutinho, Mureta da Urca, Pedra Bonita e várias das praias da Zona Oeste.

Isso não significa, claro, que o passeio inteiro precise ser gratuito. Em alguns desses lugares existem experiências pagas à parte, como voo livre, alimentação, aluguel de bicicleta ou a continuação de bondinho até o Pão de Açúcar. Mas, se a ideia for montar um roteiro econômico, dá para passar dias inteiros conhecendo cenários lindíssimos sem gastar um mísero centavo com ingresso. E esse é um dos grandes privilégios do Rio: muita coisa que seria “atração” em qualquer outro lugar aqui simplesmente é parte da cidade.

Dicas práticas para fazer passeios ao ar livre no Rio de Janeiro

Confira a previsão do tempo

No Rio, o clima pode mudar demais a experiência de alguns passeios, principalmente quando falamos de atividades ao ar livre. Visitar o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Pedra Bonita ou fazer um passeio de barco num dia de chuva e baixa visibilidade pode resultar naquele clima de férias frustradas que ninguém quer, sabe?

Se o seu roteiro tiver alguma flexibilidade, acompanhe a previsão com alguns dias de antecedência e organize a programação de forma a deixar essas atrações para os dias de céu mais aberto e melhor visibilidade. Se a sua viagem acontecer em um período de tempo instável, a dica é evitar engessar demais o roteiro com ingressos e excursões sem possibilidade de cancelamento. Sempre que possível, prefira opções que permitam alteração e/ou cancelamento e, se for necessário, reveja os planos na véspera.

Pense bem antes de ir de carro

O carro pode até ser uma boa opção para regiões mais afastadas, mas nem sempre é a escolha mais prática nas atrações mais turísticas. No Cristo, no Pão de Açúcar e em áreas movimentadas da Zona Sul, por exemplo, o estacionamento pode ser limitado e ninguém quer perder tempo (e paciência) nas férias procurando vaga.

Se, ainda assim, você optar pelo carro, é importante conhecer o Rio Rotativo, sistema de estacionamento regulamentado nas vias públicas da cidade. Em 2026, o município implantou o Rio Rotativo Digital, integrado ao aplicativo Jaé. A tarifa é de R$ 2 por até duas horas, com possibilidade de renovação até o limite máximo de seis horas. Antes de estacionar, é sempre importante conferir a sinalização e as regras específicas daquela área.

Transporte público, aplicativos ou excursão?

Para boa parte dos passeios da Zona Sul, metrô, ônibus, táxis e carros de aplicativo resolvem bem. Já atrações mais afastadas ou com acessos específicos, como Pedra Bonita, Floresta da Tijuca e algumas praias da Zona Oeste, exigem um pouco mais de planejamento.

Se for usar táxi, o Taxi.Rio pode ser um bom aliado. O sistema é operado pela própria Prefeitura do Rio e trabalha com motoristas credenciados. Também permite solicitar corridas pelo aplicativo e, em alguns casos, oferece descontos sobre a tarifa, o que não é nada mal nos deslocamentos mais longos.

Excursões podem fazer sentido quando reúnem várias atrações no mesmo dia ou quando você simplesmente prefere não administrar deslocamentos, ingressos e acessos por conta própria. Você abre mão de algum nível de liberdade, já que precisa cumprir horários e itinerário, mas ganha em praticidade, comodidade e segurança.

Tenha alguns cuidados básicos com segurança

Por falar em segurança… Como em qualquer grande cidade, é importante manter atenção redobrada em áreas muito movimentadas e turísticas, evitando distrações desnecessárias — o famoso “não dar bobeira”.

Outra cautela importante é pesquisar bem os acessos antes de sair explorando lugares que você não conhece, principalmente se estiver de carro. Se você não conhece a cidade ou não está familiarizado com o percurso, é mais prudente ir acompanhado ou contratar um guia.

Vai fazer trilhas ou passear por áreas de mata e caminhos mais isolados? Eu teria o mesmo cuidado.

Comece cedo quando fizer sentido

Em vários passeios ao ar livre, começar cedo ajuda por três motivos simples, mas extremamente importantes: menos calor, menos gente e menos trânsito.

Isso vale especialmente para trilhas, praias da Zona Oeste e atrações mais disputadas. Afinal, você não quer passar metade do dia preso num engarrafamento ou se estapeando com outros turistas por uma foto no Cristo, certo?

Perguntas frequentes sobre passeios ao ar livre no Rio de Janeiro

Quais são os melhores passeios ao ar livre no Rio de Janeiro?

Depende bastante do tipo de experiência que você procura. Para cartões-postais clássicos, Cristo Redentor e Pão de Açúcar são escolhas óbvias. Para natureza, Jardim Botânico, Floresta da Tijuca e Pedra Bonita funcionam muito bem. Já Arpoador, Mureta da Urca e Lagoa Rodrigo de Freitas são ótimos para um programa mais leve.

O que fazer de graça ao ar livre no Rio?

Há várias opções gratuitas, como Parque Lage, Lagoa Rodrigo de Freitas, Pedra do Arpoador, Pista Cláudio Coutinho, Mureta da Urca, Pedra Bonita e várias praias da Zona Oeste.

Onde assistir ao pôr do sol no Rio de Janeiro?

A Pedra do Arpoador é provavelmente o lugar mais clássico, mas Mureta da Urca e Lagoa Rodrigo de Freitas também são ótimas escolhas. Dependendo do horário da visita, o Pão de Açúcar também pode render um fim de tarde espetacular.

Quais passeios no Rio precisam de ingresso?

Cristo Redentor, Pão de Açúcar e Jardim Botânico estão entre as atrações desta lista que exigem ingresso. Outras experiências, como voo duplo, passeios de barco e visitas guiadas, também são pagas.

Dá para fazer passeios ao ar livre no Rio sem carro?

Sim. Boa parte das atrações da Zona Sul pode ser acessada com metrô, ônibus, táxi ou carro de aplicativo. Para lugares mais afastados ou com acessos específicos, como Pedra Bonita, Floresta da Tijuca e algumas praias da Zona Oeste, o planejamento precisa ser um pouco maior, mas nada impossível.

Vale a pena contratar excursões no Rio de Janeiro?

Pode valer bastante, principalmente quando a excursão reúne várias atrações no mesmo dia ou resolve deslocamentos mais complicados. Em troca, você abre mão de um pouco de liberdade de horários, mas ganha em praticidade, comodidade e, muitas vezes, contexto com a presença de um guia.

No fim das contas, acho que é isso que eu mais amo no Rio: a cidade nunca obriga a gente a escolher entre vida urbana e natureza. Dá para subir uma montanha pela manhã, trabalhar tomando um café inflacionado à tarde, mergulhar no mar no fim do dia, assistir ao pôr do sol… e, no caminho entre uma coisa e outra, ainda atravessar bairros cheios de história, movimento e personalidade.

Seja na primeira viagem ou naquela volta que já virou reencontro, sempre tem um jeito novo de aproveitar a cidade. Escolha os passeios ao ar livre no Rio de Janeiro que mais combinam com o seu ritmo, fique de olho no tempo e na logística e deixe algum espaço para o improviso também. O Rio costuma recompensar a espontaneidade. =)

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Marina Heimer

Marina Heimer é criadora e editora do Imagina na Viagem, projeto que mantém desde 2014. Cineasta e jornalista de formação, atualmente graduanda em História, seu trabalho une pesquisa, experiência prática e um olhar atento à cultura e à identidade dos destinos. Entre vídeos e artigos, compartilha o que aprende viajando pelo mundo, com informações detalhadas, dicas testadas e a convicção de que planejar a viagem é (quase) tão divertido quanto viajar.

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