Foram meses de uma ansiedade louca. Sempre somos muito entusiasmados quando se trata de viagem mas essa, em específico, nos deixou ainda mais empolgados… Em primeiro lugar por que teríamos a chance de conhecer novos países e culturas. Visitar a Inglaterra e a Holanda era um plano antigo, adiado inúmeras vezes, por diversas razões. Sabe aquela coisa que “agora vai!”? Era bem por aí.
Além disso, essa era também a primeira vez que viajaríamos acompanhados de um grupo de amigos. Uma viagem sonhada e planejada ao longo de inúmeros almoços, reuniões e muito chopp. Enfim havia chegado a hora.
Chegamos no Galeão com a antecedência natural daqueles que não conseguem mais segurar a ansiedade em casa e depois de despachar as malas, a turma se encontrou para um último brinde em solo brasileiro.
Como sempre, todo o processo operado pela Air France seguiu tranquilamente e com excelente atendimento por parte de seus funcionários aeroportuários. Logo estávamos à bordo.
Foram pouco mais de 11 horas de vôo, alguns milhares de quilômetros, um avião lotado, um assento um tantinho espremido, 3 filmes e zero sono… mas, quando aterrissamos em Paris, todo o cansaço desapareceu e a única coisa que me restava era uma alegria enorme somada a incontrolável vontade de caminhar por suas ruas e rever suas belezas.
Mais uma vez, optamos por ter o hotel Central Saint Germain como nossa casa parisiense (fiz uma resenha do Central Saint Germain aqui no blog há alguns meses atrás, você pode conferir clicando aqui!). Já era a nossa terceira vez por lá e, novamente, fomos tratados com a maior cordialidade e atenção, além de termos sido presenteados com um early check-in salvador! Cansados da viagem, foi uma notícia divina saber que nossos quartos já estavam prontos e nos aguardando, cerca de 6h antes do horário estipulado.
Deixamos nossas malas, jogamos uma água no rosto e partimos para a rua. Era hora de começar a colocar em prática tudo aquilo que planejamos ao longo dos 6 meses anteriores.
Para o primeiro dia, a ideia era ter uma visão geral da cidade-luz. Acompanhado por amigos que nunca haviam estado na cidade, era importante vermos os monumentos mais emblemáticos já naquele momento.
Assim, em nosso planejamento, optamos por um passeio à bordo do Hop-On Hop-Off, ou seja, um ônibus panorâmico de dois andares. Com o passe, é possível subir e descer quantas vezes quiser, em qualquer um dos pontos, ao longo de todo o dia. A empresa que escolhemos oferece em todos os ônibus um sistema de áudio (em português) individual que, ao longo do passeio, conta sobre a história da cidade e várias curiosidades interessantes (se você quiser saber mais sobre o ônibus, eu fiz um post mais explicadinho e você pode acessar clicando aqui!).
Modéstia a parte, foi uma excelente ideia. Passamos algumas boas horas rodando por Paris… vimos a Torre Eiffel, a Champs Elyssés, o Arco do Triunfo, o Louvre, o Musee D’Orsay, Inválidos, a Place de la Concorde e inúmeros outros lugares que, juntos, formam a identidade da cidade. Tudo isso sem precisar gastar as solas dos sapatos… Sentadinhos e confortáveis enquanto descansávamos do longo voo.




Já no meio da tarde, quando a fome começou a bater, corremos de volta ao Quartier Latin, onde está localizado nosso hotel e onde já temos uma certa “intimidade” com os restaurantes. Ali está localizado o Rim – restaurante de comida internacional que serve pratos honestos à preços modestos – figurinha carimbada em nossos roteiros por Paris e nossa escolha para o primeiro “rango” da viagem.
A conta, para 6 pessoas, contando com entrada + prato principal + sobremesa + bebidas (incluindo vinhos) + gorjeta, fechou em torno de 100 euros. E isso foi mais ou menos o que costumamos gastar ao longo dos dias em Paris… uma média de 35 euros por refeição/por casal.
Saindo dali, estávamos a duas ou três quadras da Notre-Dame e vê-la de pertinho era muito mais atraente do que voltar para o quarto do hotel. Ao chegarmos em frente à Catedral, pudemos observar – pela primeira vez – a diferença entre visitar Paris no Outono e visitar Paris na Primavera. Nunca havíamos, em nenhuma das outras vezes, visto filas para entrar no monumento… Dessa vez, porém, as centenas de visitantes que se aglomeravam em sua entrada tornavam inviável uma olhadinha lá dentro. Por isso é bom garantir ingressos para a Notre Dame com antecedência, e dá para fazer isso antes mesmo de viajar.
Decidimos caminhar, então, rumo a Ille Saint Louis, uma ilha situada atrás da Notre-Dame, cheia de lojinhas, restaurantes, artistas de rua e muito, muito charme. Um passeio suuuper agradável e que finalizou com gostinho de quero mais a nossa primeira tarde por ali.





De volta ao hotel, era hora de desfazer as malas e descansar, já que no dia seguinte a programação seria puxada! Ainda houve, porém, disposição para uma voltinha pelas ruelas do Quartir Latin ao cair da noite… Entre mil opções, decidimos encarar um churrasco grego – um podrão delicioso, vendido a cada esquina, que já é tradição em nossas passagens por Paris!


Se você curte um podrão, ou se tá sem muita grana para investir em refeições – digamos – mais sofisticadas, o churrasco grego é o que você procura. Por cerca de 7 euros você come um enorme pão árabe recheado com carnes variadas (?), um molho indecifrável e muuuita batata frita. Rs… Há quem diga que “é pros fortes”, já eu digo: vale a pena!
E assim finalizamos nosso primeiro dia em Paris. O primeiro de uma série de 16 pela Europa… Felizes, animados, realizados… E mal sabíamos nós o tanto de coisas boas que ainda vinha pela frente.














Respostas de 3
Estou amando teu blog.
Como é a temperatura em Abril?
Estou vendo vc de cachecol e tudo, é muito frio? Roupas de inverno do Brasil são suficientes?
Oi Carol, tudo bem?
Obrigada pelo carinho!! Fico muito feliz! 🙂
Abril é Primavera por lá – uma época linda, vale dizer! – e as temperaturas costumam ficar entre 6° e 14°.
Sobre as roupas, o que funciona muito bem é “técnica da cebola”… se vestir em camadas, sabe? Você pode fazer sobreposições de roupas leves e vestir um casaco um pouco mais pesado por cima. Assim, você fica bem protegida do frio e também preparada para caso o Sol esquente um pouquinho.
Geralmente viajo somente com as minhas roupas de inverno daqui + alguns conjuntos de roupas térmicas (que você encontra fácil fácil em lojas de inverno ou lojas de artigos esportivos como a Decathlon). Sempre deu certo! 😉
Espero ter ajudado e fico torcendo pra que sua Primavera em Paris seja inesquecível! 🙂
Ah legal, obrigada ?